Eugénia Brito surpreende alunos da Epralima na Semana Concelhia da Leitura, Ciência e Arte

A Epralima recebeu, na manhã de ontem, a escritora arcuense Eugénia Brito para uma palestra dinâmica e impactante.

A iniciativa inseriu-se na programação da Semana Concelhia da Leitura, Ciência e Arte de Arcos de Valdevez, proporcionando um momento de profunda reflexão e partilha literária.

Uma entrada que desafiou perceções

A sessão iniciou-se com um momento disruptivo: a autora entrou em cena numa cadeira de rodas, captando de imediato a atenção de todos os presentes. Este cenário serviu de mote para uma pergunta poderosa: até que ponto lemos — e julgamos — pela primeira impressão?

Ao longo da manhã, Eugénia Brito partilhou a sua obra através da leitura de excertos marcantes dos seus livros:

  • Carne Torpe
  • Fecha a Porta Devagar
  • Zapping sobre as Madrugadas Idênticas
  • Não Sabias o que Levavas às Costas?
  • O Tamanho das Mãos

“Ler p’ra quê, ó?”: O poder da literatura na Epralima

O ponto alto da palestra surgiu quando a autora revelou que a sua limitação física era apenas aparente.
O exercício serviu para evidenciar como, frequentemente, construímos interpretações incompletas sobre o que nos rodeia. A partir desta revelação, a escritora conduziu o debate para a importância da leitura enquanto ferramenta essencial para compreender o mundo e o “outro”.

A atividade, simultaneamente norteadora e provocadora, deu resposta à questão que intitulava a sessão — “Ler p’ra quê, ó?”: a leitura serve para não ficarmos sentados quando podemos levantar-nos e lutar por um mundo melhor.